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A execução faz a diferença
“A execução faz a diferença”, garante Ram Charan, ao
detalhar o tema que o fascina e que domina como poucos em sua palestra no
evento Special Management Program, promovido pela HSM do Brasil.
Um dos mais renomados consultores e autor de livros sobre o tema da
execução de estratégias bem-sucedidas nas empresas, Ram Charan apresentou
um verdadeiro tratado sobre este tema específico em seu primeiro dia de
apresentação no evento Special Management Program, da HSM do Brasil, nesta
quarta-feira (08/08/2005). Ilustrada com vários cases e exercício
práticos, a palestra contagiou os participantes.
Entre os diversos assuntos abordados, falou da disciplina da execução como
uma vantagem competitiva decisiva, da execução por meio das pessoas, e dos
processos da execução eficaz. “Pode ser difícil, mas é na execução que se
faz a diferença”, defendeu.
Blocos de execução – Ram Charan alinhavou e esmiuçou o que ele chamou de
os seis blocos que considera fundamentais para executar as estratégias com
eficácia em uma empresa:
1. Por que executar é tão difícil?
2. Hábitos pessoais
3. Prioridades dominantes
4. Pessoas certas nos lugares certos
5. Sistema social
6. Sistema operacional
Como forma de interação, procurou instigar a todo instante os
participantes com assertivas, no mínimo originais, como esta: “A parte
psicológica é crucial para um líder. Como líder, a pessoa não precisa
mostrar o quanto é inteligente. Precisa fazer com que as pessoas trabalhem
em conjunto. Procure ouvir os seus diretores, isso faz parte da execução,
torne isso um hábito”.
Para aumentar a competência e a capacidade – Em seguida, listou hábitos
importantes que devem tanto ser praticados pelos líderes quanto
implementados nas empresas que desejam executar mais eficazmente
determinada estratégia: ouvir; expandir sua capacidade de informação, e
delegar autoridade.
“Ouça o por quê? Faça com que as pessoas dos diferentes setores de sua
empresa se aproximem. Veja qual é o toma-lá-da-cá do seu negócio. Torne
isso um hábito. Um CEO nunca sabe tudo. Se em algum momento ele souber
tudo, está na hora de parar”, ensinou Ram Charan.
Em seguida, falou sobre a importância do fluxo de comunicação para
aumentar a eficácia: “Mantenha um fluxo de informação nos dois sentidos.
Quanto mais filtros na informação, mais ela se distorce e gera um delay
(atraso). E o que acontece com a execução? Será distorcida também. Não há
como uma empresa existir sem um fluxo de informação. Vocês como líderes
têm de fazer a informação circular nos dois sentidos, como a circulação
sanguínea, sem filtros e simultânea”.
Sobre o item delegar autoridade, Ram Charan apresentou várias dificuldades
enfrentadas pelos líderes que podem comprometer a execução:
• Psicológica: “Quais são as razões para não se delegar (funções)? A
primeira é a psicológica, devido à ansiedade, de não confiar, de querer
controlar. Um líder consegue prever se tal pessoa vai mesmo entregar o
prometido. E quando não entrega, o que se faz? Qual é o seu estilo? Por
isso, é muito importante compensar e promover aqueles que fazem as coisas
acontecerem.”
• Clareza: “Quão claro você é? Quão específica é a função que você
estabeleceu para aquela pessoa? E o foco na execução. Pessoas confusas
tornam coisas simples bastante complicadas.”
• Regra 80/20: “Essa regra quer dizer o seguinte: 20% dos itens têm 80% do
impacto sobre os resultados. Portanto, evite a psicologia comum. Tenha a
coragem de dizer não, pois qualquer seleção implica riscos.”
• Faça perguntas diretas e incisivas: “Este item ajuda a discernir uma
situação complexa.”
• Encerramento ou conclusão: “É definir o que vai se fazer, quem vai fazer
e quando vai fazer. Algo específico e focado. E tem de ser por escrito. É
quando você vê quando alguém está compromissado com o processo.”
• Acompanhamento: “É manter-se informado sobre o processo, acompanhar cada
passo da execução. A dificuldade da execução deve-se a não realização
destes dois últimos itens, o encerramento e o acompanhamento.”
Pessoas certas nos lugares certos – Outro tema bastante detalhado pelo
palestrante foi sobre a formação de líderes capazes de delegarem funções
para as pessoas certas. Para ilustrar melhor, citou os exemplos dos
treinadores dos times de futebol e de basquete.
“Cada líder é um psicólogo. O importante é identificar os pontos fortes de
cada funcionário e fazer com que estes (pontos fortes) se tornem ainda
melhores. Veja primeiro qual o dom que Deus lhe deu, veja suas
habilidades, confira o que a faz brilhar. Grande parte dos atletas se
torna campeã trabalhando seus pontos positivos exaustivamente. A pessoa
certa no lugar certo realmente faz a diferença”, afirmou.
Fonte: Intermanagers
08/08/2005
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